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Açucar ![]() A palavra “açúcar” vem do sânscrito “sankhara” – que significa areia. Dessa derivaram todas as outras versões da palavra, nas línguas indo-européias: “sukkar” em árabe, “saccharum” em latim, “zucchero” em italiano, “sugar” em inglês, “zucker” em alemão. Quanto à origem do produto, permanecem incertezas. Alguns dizem que é da Nova Guiné. Outros afirmam que veio da Ásia. Certo é que foram os chineses que fizeram as primeiras experiências para transformar o sumo da cana em açúcar sólido. Os persas aprenderam e desenvolveram novas técnicas de produção. Espalharam esse conhecimento por todo o Oriente Médio, onde há solo adequado para o plantio. Foi Alexandre, o Grande, que introduziu o pó doce na Europa. Aí se tornou artigo de luxo, inicialmente reservado aos nobres e ao uso medicinal. Com terra fértil e determinação, os árabes transformaram-no em riqueza, ampliando o seu consumo. Exportaram-no para toda a Europa pelos portos venezianos, que pagavam caro pela mercadoria e regulavam o seu uso no Ocidente. Os negociantes de Veneza dominaram o mercado europeu e, mais tarde, construíram na cidade as primeiras refinarias de açúcar. No Oriente, o açúcar abundante se tornava um condimento de todas as horas. Surgiram geléias e compotas, em seguida os doces mais elaborados. Assim ficou estabelecida uma relação íntima dos árabes com o paladar doce.
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